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Querido Ariano Suassuna




Hoje eu quero fazer uma homenagem ao meu querido Ariano Suassuna, completou ontem dia 16 de junho, 85 anos de pura riqueza literária. Defensor da cultura do Nordeste, advogado, professor, dramaturgo, romancista e poeta, ele nasceu na Paraíba, viveu no Sítio Acahuan, no sertão do estado da Paraíba e se tornou pernambucano de alma, corpo, coração e talento!

Teatrólogo e romancista nasceu a 16 de junho de 1927, na cidade da Paraíba, atual João Pessoa, capital da Paraíba Em 1942, Ariano muda-se para o Recife. Na capital pernambucana, conclui o curso ginasial (Colégio Americano Batista) e o colegial (Ginásio Pernambucano e Colégio Oswaldo Cruz).

Em 1950, forma-se em Direito e, em 1960, em Filosofia. Tendo iniciado a carreira literária aos 16 anos, escrevendo poesias, aos 20 publicou sua primeira peça teatral, "Uma Mulher Vestida de Sol". Entre suas obras de maior sucesso estão "O Auto da Compadecida" (1955) e a “Pedra do Reino” (1971).

Fundador do Teatro Popular do Nordeste e do Movimento de Cultura Popular, além de idealizador do Movimento Armorial, exerceu, entre outros cargos públicos, o de secretário de Cultura de Pernambuco, durante o terceiro governo de Miguel Arraes (1995/98) e durante o mandato anterior de Eduardo Campos.

 Em 1930, viveu um dos momentos mais complicados de sua vida com o assassinato de seu pai por motivos políticos, durante a revolução de 1930, o que obrigou a sua mãe, a levar toda família a morar em Pernambuco.

Para fugir das represálias dos grupos políticos opositores ao seu falecido pai, viveu peregrinando de cidade em cidade.

Em 1942, Ariano Suassuna muda-se para Recife. Estreou seus dons literários precocemente no dia 7 de outubro de 1945, quando o seu poema Noturno foi publicado em destaque no jornal do comercio no recife.

Algumas obras:

  •   Uma mulher vestida de Sol, (1947);
  •   Cantam as harpas de Sião ou O desertor de Princesa, (1948);
  •   Os homens de barro, (1949);
  •   Auto de João da Cruz, (1950);
  •   Torturas de um coração, (1951);
  •   O arco desolado, (1952);
  •   O castigo da soberba, (1953);
  •   O Rico Avarento, (1954);
  •   Auto da Compadecida, (1955);
  •   O casamento suspeitoso, (1957);
  •   O santo e a porca, (1957);
  •   O homem da vaca e o poder da fortuna, (1958);
  •   A pena e a lei, (1959);
  •   Farsa da boa preguiça, (1960);
  •   A Caseira e a Catarina, (1962);
  •   As conchambranças de Quaderna, (1987);
  •   Fernando e Isaura, (1956)"inédito até 1994".

Romance

  •  A História de amor de Fernando e Isaura, (1956);
  •  O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, (1971);
  •  História d'O Rei Degolado nas caatingas do sertão /Ao sol da Onça Caetana, (1976)

Poesia

  •   O pasto incendiado, (1945-1970);
  •   Ode, (1955);
  •   Sonetos com mote alheio, (1980);
  •   Sonetos de Albano Cervonegro, (1985);
  •   Poemas (antologia), (1999).

 Ariano juntou um grupo de pensadores e amantes da cultura regional nordestina e criou o movimento Armorial, pretendendo manter a cultura popular nordestina sempre acesa e disponível para as próximas gerações.

O movimento Armorial é mais que um movimento intelectual, é uma prova de amor de Ariano ao Nordeste Brasileiro. Amor demonstrado em cada palavra de seus livros e poesias desse grande escritor brasileiro.

Voltando aos dotes literários, Ariano foi indicado esse ano para representar o Brasil no Nobel de Literatura, título que o Brasil ainda não tem (e que, certamente, é mais importante que uma medalha olímpica no futebol).

Quem acha que não conhece sua obra, lembre-se de o Auto da Compadecida, grande e divertido filme brasileiro que contava as aventuras de João Grilo e Chicó.

Essa é uma pequena homenagem a esse grande Brasileiro, Paraibano de nascimento, Pernambucano por adoção e Nordestino de coração!




Fonte: Imagens e partes do conteúdo retirada da internet.
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